São Tomé: Ministro das Finanças justifica atraso nos salários da função pública com crise dos combustíveis – Correio da Kianda

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O ministro de Estado da Economia e Finanças de São Tomé e Príncipe, Gareth Guadalupe, esclareceu publicamente que os atrasos verificados no pagamento dos salários da função pública, referentes ao mês de Junho, são o resultado directo de um conjunto de constrangimentos financeiros que afectam o país. Entre os principais factores apontados pelo governante destacam-se os atrasos na importação de combustíveis e o acentuado aumento dos preços destes produtos no mercado internacional.

Durante a sua intervenção, o governante explicou que o Executivo são-tomense já deu início ao processo de liquidação dos ordenados em atraso. Para mitigar o impacto social, foi definida uma escala de prioridades que privilegia os profissionais dos sectores da Saúde e da Educação, bem como os funcionários públicos afectos à Região Autónoma do Príncipe. Gareth Guadalupe garantiu que os restantes servidores do Estado deverão receber os seus vencimentos nos próximos dias.

O ministro fez questão de salvaguardar que os constrangimentos na recepção dos combustíveis se devem exclusivamente a problemas operacionais da responsabilidade do fornecedor contratado, descartando qualquer falha de planeamento ou de gestão por parte do Executivo. A situação logística acabou por condicionar a tesouraria do Estado, forçando uma gestão ainda mais rigorosa dos recursos disponíveis.

Gareth Guadalupe apontou a escassez de liquidez imediata como o maior desafio actual do Ministério das Finanças, realçando a dificuldade em conciliar os múltiplos compromissos financeiros do Estado face à escalada de preços no mercado internacional. Segundo o governante, a subida abrupta dos preços dos combustíveis, que chegaram a duplicar ou triplicar, coloca uma pressão insustentável sobre as contas públicas, obrigando a decisões complexas entre a aquisição de energia e o pagamento pontual de salários.

Adicionalmente, o ministro explicou que o Estado assume integralmente a importação de combustíveis destinados à Empresa de Electricidade e Água, EMAE, com o objectivo de assegurar o abastecimento energético do país. Esta medida é suportada directamente pelo cofre do Tesouro Público, uma vez que a empresa pública de electricidade não dispõe de autonomia financeira para cobrir estes custos operacionais elevados, agravando o défice de tesouraria que acabou por afectar a folha salarial da função pública.

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