Os quatro candidatos às eleições presidenciais de 19 de Julho em São Tomé e Príncipe intensificam as acções de campanha eleitoral para conquistar o voto dos 142.191 eleitores inscritos. A dez dias da ida às urnas, as candidaturas desdobram-se em comícios, passeatas e contactos directos com a população para alcançar o Palácio Cor de Rosa, a sede do poder presidencial no arquipélago.
Na disputa eleitoral figuram personalidades de diferentes sectores da sociedade são-tomense. O actual Presidente da República, Carlos Vila Nova, concorre à sua própria sucessão, defendendo a continuidade como garantia de estabilidade política. O docente universitário Eugénio Tiny apresenta-se como alternativa de reestruturação, enquanto o deputado parlamentar Nito d’Abreu surge como o rosto da juventude. Completa a lista de concorrentes o jurista e advogado Miques João.
As ruas do país estão marcadas por um ambiente festivo, com caravanas, colunas de som e cartazes de propaganda a colorir as localidades. No entanto, as estratégias de campanha revelam disparidades logísticas acentuadas entre os concorrentes na abordagem ao eleitorado.
Diferentes visões e estratégias de campanha
O candidato Carlos Vila Nova tem focado o seu discurso na unidade nacional e na coesão entre as diferentes gerações. Durante uma acção de campanha na região de Lembá, em Neves, o actual chefe de Estado sublinhou que a figura do Presidente da República deve funcionar como o equilíbrio da nação, rejeitando discursos divisionistas.
Por sua vez, Nito d’Abreu apela à alternância geracional, afirmando que é o momento de a juventude assumir os destinos do país. O deputado parlamentar defende a necessidade de um novo começo para São Tomé e Príncipe, prometendo trabalhar em articulação com o Executivo para encontrar soluções para as principais preocupações da população.
Com uma abordagem diferenciada e recursos limitados, Eugénio Tiny optou por uma campanha assente no contacto porta a porta. O docente universitário propõe uma reestruturação profunda do Estado, que inclui a redução do número de distritos e a alteração da designação oficial do país para República Centro Equatorial.
Já o advogado Miques João tem privilegiado visitas a instituições públicas. Focado na reforma do sector energético, o candidato defende a transição para a energia solar como forma de reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, além de advogar pela justiça salarial na função pública.
Comissão Eleitoral garante prontidão do processo
A Comissão Eleitoral Nacional (CEN) assegurou que todas as condições estão criadas para a realização do sufrágio. O presidente da instituição, Jeudiger Nascimento, confirmou o nível de preparação das equipas e a articulação com o Governo, tribunais e forças de segurança para garantir a normalidade do processo eleitoral no dia 19 de Julho.
A cobertura e os dados originais deste processo eleitoral foram avançados pela agência de notícias STP-Press, que acompanha o desenrolar das campanhas no arquipélago.

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