A Polícia da África do Sul nomeou uma equipa multidisciplinar, composta por detetives e oficiais de inteligência criminal, para investigar o assassinato de Andile Mvuyiselwa Somgaxa, líder provincial do movimento anti-imigração March and March, na província de Gauteng.
Somgaxa foi baleado à porta da sua residência, em Joanesburgo, no dia 3 de julho, tendo sucumbido aos ferimentos dez dias depois, no hospital.
O movimento March and March acredita que o homicídio foi uma retaliação às campanhas que tem promovido para exigir a saída de migrantes em situação irregular do país.
O chefe interino da polícia sul-africana, tenente-general Puleng Dampane, afirmou que a constituição de uma equipa especializada demonstra a seriedade com que as autoridades estão a tratar o caso.
O responsável advertiu ainda que atos de intimidação, assédio e violência contra cidadãos estrangeiros são ilegais e não serão tolerados pelas forças de segurança.
Apesar do apelo das autoridades, manifestantes contrários à imigração ilegal garantem que continuarão a realizar marchas semanais até que as suas reivindicações sejam atendidas.