São Tomé e Príncipe entra na reta final para as eleições presidenciais de 19 de julho – Correio da Kianda

Menos de um mês antes das eleições presidenciais marcadas para 19 de julho, a campanha eleitoral em São Tomé e Príncipe intensifica-se, com cinco candidatos oficialmente aprovados pelo Tribunal Constitucional para disputar a chefia do Estado.

Segundo o africanews, 16 de junho, o Tribunal validou as candidaturas do actual Presidente, Carlos Vila Nova, que procura um segundo mandato, do antigo Primeiro-Ministro Jorge Bom Jesus, do líder parlamentar da ADI, Nito D’Abreu, e dos juristas Miques João Bonfim e Eugénio Tiny. Entre os concorrentes, Carlos Vila Nova, Jorge Bom Jesus e Nito D’Abreu são apontados como os principais favoritos à vitória.

A única candidatura rejeitada foi a do empresário, deputado e líder da coligação MCI-PS/PUN, Nino Monteiro. A decisão baseou-se em critérios relacionados com o seu passado familiar. O partido considera a exclusão discriminatória e politicamente motivada, alegando violação do artigo 15.º da Constituição, e anunciou que recorrerá da decisão junto do Tribunal Constitucional.

Segundo dados provisórios da Comissão Nacional Eleitoral (CEN), estão inscritos 142.298 eleitores, cerca de 19 mil a mais do que nas eleições de 2022. Deste total, 121.771 votam em território nacional e 20.525 pertencem à diáspora.

São Tomé e Príncipe adotou o sistema multipartidário em 1990, após um referendo constitucional aprovado por mais de 95% dos eleitores, que pôs fim ao regime de partido único liderado pelo MLSTP e introduziu o limite de dois mandatos presidenciais. Desde então, o país tem realizado eleições democráticas e preservado a ordem constitucional, apesar das tentativas de golpe de Estado registadas em 2003 e 2009.

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