A ausência prolongada de 44 dias do presidente camaronês Paul Biya continua a gerar críticas e especulações no país. Descrito como um dos chefes de Estado com mais tempo de serviço em África, Biya, de 93 anos, deixou os Camarões no dia 7 de Junho para o que foi descrito como uma “breve estadia privada na Europa”.
Um deputado da oposição pediu ao Conselho Constitucional que declare a presidência vaga. O partido no poder, RDPC, reagiu e garante que o Estado continua funcional. Num editorial de 15 de julho, o dirigente Christophe Mien Zok afirmou “o cargo não está vago. O Leão não partiu”, numa referência a Biya.
Desde a saída do presidente, contas oficiais nas redes sociais continuaram a publicar mensagens em seu nome, incluindo felicitações a Emmanuel Macron no Dia Nacional da França e ao presidente do Montenegro, a 13 de julho.
No entanto, não houve nenhuma aparição pública direta nem actualização do próprio presidente. A oposição UDC afirma que uma ausência prolongada não significa automaticamente vaga, mas defende que levanta questões legítimas sobre a continuidade do governo e o exercício dos poderes presidenciais.
Vários analistas dizem que o Conselho Constitucional deve agir após 45 dias, embora nenhuma lei estabeleça um limite claro sobre quanto tempo o presidente pode permanecer fora do país.
Sem vice-presidente no cargo, o debate sobre sucessão e continuidade institucional está a intensificar-se.