Namíbia e África do Sul apostam na produção regional para reduzir dependência da exportação de matérias-primas – Correio da Kianda

A Namíbia e a África do Sul defendem uma nova etapa na cooperação económica, baseada na industrialização, transformação dos recursos naturais e fortalecimento da produção regional, com o objectivo de superar o modelo tradicional de exportação de matérias-primas e importação de produtos acabados.

A posição foi manifestada durante o Fórum Empresarial Namíbia–África do Sul, realizado em Midrand, no quadro da Comissão Bilateral entre os dois países. O encontro juntou representantes dos governos e do sector privado para identificar novas oportunidades de investimento e parcerias económicas.

A Presidente da Namíbia, Netumbo Nandi-Ndaitwah, destacou que, apesar do crescimento das relações comerciais entre os dois países, existe a necessidade de avançar para uma economia baseada na agregação de valor, produção local e criação de cadeias produtivas regionais.

Segundo a chefe de Estado namibiana, a Zona de Comércio Livre Continental Africana constitui uma oportunidade para ampliar o comércio intra-africano, estimular a industrialização e criar mais empregos no continente.

Nandi-Ndaitwah apontou sectores como agricultura, agro-processamento, mineração, energia, petróleo e gás, turismo, pescas, transportes e logística como áreas prioritárias para uma cooperação mais forte entre os dois países.

A Presidente destacou ainda o potencial do Porto de Walvis Bay e dos corredores logísticos da Namíbia como instrumentos estratégicos para facilitar o comércio regional, enquanto as descobertas de petróleo e gás, os projectos de hidrogénio verde e as energias renováveis abrem novas oportunidades de investimento conjunto.

A líder namibiana defendeu que governos e empresas devem transformar os compromissos políticos em acções concretas, através de investimentos, inovação, desenvolvimento de competências e criação de cadeias de valor capazes de beneficiar directamente as populações.

Para os dois países, a nova fase de cooperação económica deve contribuir para a criação de empregos, crescimento industrial e maior integração económica da África Austral.

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