A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, defende o reforço de uma comunicação mais eficaz, transparente e próxima dos cidadãos como um elemento fundamental para melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo Sistema Nacional de Saúde.
A posição foi apresentada durante o encerramento do Workshop Nacional sobre Comunicação em Saúde, realizado nos dias 5 e 6 de Julho, no Centro de Convenções de Talatona, em Luanda, uma iniciativa promovida pelo Ministério da Saúde, através do Instituto de Especialização em Saúde (IES) e da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde.
Segundo a ministra, a actividade diária dos profissionais de saúde exige uma comunicação permanente e assertiva, tanto dentro das equipas de trabalho como na relação com os utentes.
Sílvia Lutucuta considera que a comunicação deve ser encarada como uma ferramenta estratégica para fortalecer a confiança dos cidadãos, melhorar o funcionamento das unidades sanitárias e garantir maior proximidade entre os serviços de saúde e as comunidades.
“A comunicação é um elemento indispensável para a prestação de serviços de qualidade”, afirmou a governante, defendendo que a competência técnica dos profissionais deve estar associada à capacidade de transmitir informação clara, ouvir os pacientes e responder às suas necessidades.
Durante o encontro, a ministra anunciou a institucionalização do Workshop Nacional sobre Comunicação em Saúde como uma plataforma permanente de formação, inovação e partilha de experiências no sector.
Sílvia Lutucuta apelou aos participantes para multiplicarem os conhecimentos adquiridos nas respectivas instituições, contribuindo para uma cultura organizacional baseada na transparência, comunicação eficaz e melhoria contínua dos serviços.
A responsável reforçou igualmente a importância da humanização dos cuidados de saúde, defendendo que o utente deve permanecer no centro da actividade assistencial, com os profissionais a aliarem a competência técnica à empatia, respeito e compaixão.
“Vestir a camisola do doente é colocarmo-nos no seu lugar e perguntarmo-nos como gostaríamos de ser tratados se estivéssemos naquela situação”, sublinhou.
Durante os dois dias de trabalhos, especialistas nacionais e internacionais abordaram temas como combate à desinformação, comunicação de risco, assessoria de imprensa, humanização dos serviços, vacinação, mobilização comunitária e estratégias de comunicação para a eliminação da malária, poliomielite e HPV.

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