O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, anunciou que Angola registou a criação de 774 mil empregos formais no período de Janeiro de 2023 a Junho de 2026. De acordo com o governante, cerca de 95% destes postos de trabalho resultaram directamente do dinamismo e do investimento do sector privado nacional.
A revelação foi feita durante o discurso de abertura da 41.ª Feira Internacional de Angola (FILDA 2026), realizada em Icolo e Bengo. Na ocasião, José de Lima Massano destacou que estes números demonstram de forma clara que, ao criarem-se as condições adequadas para o investimento e para a iniciativa empresarial, os benefícios sociais chegam efectivamente às famílias e às comunidades.
O Executivo angolano reiterou o compromisso de continuar a aprofundar as reformas em curso, com o objectivo de preservar a estabilidade macroeconómica e construir um ambiente de negócios cada vez mais favorável ao crescimento das empresas. José de Lima Massano sublinhou que a parceria entre o Estado e a classe empresarial, baseada na confiança e na visão de longo prazo, é o caminho para edificar uma economia nacional mais forte e resiliente.
Nos últimos anos, o país tem vindo a consolidar a estabilidade macroeconómica, um factor que o Executivo considera fundamental para atrair novos investimentos e promover a diversificação económica. Sectores como a indústria transformadora, energia, transportes, telecomunicações, turismo, serviços e, de forma particular, a agricultura, têm demonstrado um crescimento contínuo.
O crescimento da agricultura e os desafios futuros
A agricultura destaca-se como um dos exemplos mais expressivos da transformação económica de Angola, tendo praticamente duplicado a sua participação na formação do Produto Interno Bruto (PIB) na última década. Este crescimento reflecte o impacto directo das políticas públicas orientadas para o fomento da produção nacional e para o reforço da segurança alimentar do país.
Contudo, o ministro de Estado reconheceu que o caminho a percorrer ainda é exigente, apontando a necessidade de produzir mais, melhor e com padrões elevados de qualidade e competitividade. Para alcançar este patamar, o governante defendeu a continuidade dos investimentos no capital humano, infra-estruturas, logística e inovação tecnológica.
O Executivo prevê também prosseguir com as reformas para a simplificação de procedimentos administrativos e melhoria do acesso ao financiamento, especialmente para as pequenas e médias empresas, consideradas a espinha dorsal do tecido empresarial angolano. O papel do sector privado continua a ser apontado como decisivo para a sustentabilidade do desenvolvimento nacional.