A França defendeu a retoma das negociações de adesão da Islândia à União Europeia (UE), considerando que a aproximação ao bloco europeu poderá trazer benefícios económicos e reforçar a segurança do país.
O ministro dos Negócios Estrangeiros francês afirmou que a Islândia “não tem nada a perder” ao voltar à mesa das negociações, sublinhando que a cooperação com a Europa tem sido positiva para o povo islandês.
Segundo o chefe da diplomacia francesa, as mudanças registadas no cenário internacional, na própria União Europeia e na relação entre os países tornam necessário um novo olhar sobre o processo de integração.
A Islândia apresentou formalmente o pedido de adesão à UE em 2009, após a crise financeira que afectou fortemente a economia nacional. Contudo, as negociações foram suspensas oficialmente em 2015.
A ministra dos Negócios Estrangeiros da Islândia, Gunnarsdottir, defendeu que a entrada no bloco europeu poderia contribuir para reforçar a segurança económica e responder a novos desafios, incluindo ameaças híbridas contra infra-estruturas críticas e campanhas de desinformação atribuídas à Rússia.
A responsável destacou ainda que a Islândia, por não possuir forças armadas permanentes, depende actualmente da NATO e de um acordo bilateral com os Estados Unidos para garantir a sua defesa.
O tema deverá voltar ao centro do debate político islandês com a realização de um referendo sobre a eventual retoma do processo de adesão à União Europeia.