Um total de dois mil e 489 cidadãos em situação de vulnerabilidade social de 78 bairros do município sede da província do Huambo, começaram nesta quinta-feira, 09, a receber os seus cartões Multicaixas carregados com 132 mil kwanzas do programa de transferências sociais monetárias.
O programa denominado Kwenda, na sua fase 2, destinada às pessoas que vivem nos principais centros urbanos. Em cada trimestre os beneficiários verão desbloqueada a quantia de 33 mil kwanzas para suprir as suas necessidades diárias.
Tratam-me de pessoas com albinismo, doenças crónicas, deficiência, idosos em situação de dependência, bem como jovens e crianças com necessidades especiais residentes em vários bairros afectos aos sectores de Vilinga, Bandeira, Xavier Samacau, Cacilhas, kapango, Calima e Chipipa no municípios sede do Huambo, que começaram a receber o pagamento do Kwenda 2.
O Governador do Huambo, Pereira Alfredo, disse ao discursar no acto de lançamento, que a primeira fase do programa de transferências sociais monetárias naquela circunscrição, abrangeu sobretudo os municípios do interior da província.
O governador do Huambo referiu que o Kwenda alcançou um universo de 9 municípios, 19 comunas, 1.506 bairros e aldeias e 203.796 agregados familiares beneficiários de transferências sociais monetárias.
“No quadro da inclusão produtiva, até o momento estão a ser apoiadas, ao nível de todo o país, 161 caixas comunitárias, das quais 21 ao nível da província de Huambo, representando cerca de 13%. As operações engajam 377 agentes de desenvolvimento comunitário, também conhecidos por adeptos”, disse.
Para a segunda-fase, o governador Pereira Alfredo referiu que o Kwenda alarga-se sobretudo aos jovens que vão beneficiar de capacitação em diversos domínios, financiamento e acompanhamento, no âmbito da inclusão produtiva, além de introdução de medidas complementares.
“O Kwenda vai implicar o saneamento das aldeias e bairros, a alfabetização, a arborização e a fruticultura. No fundo, uma contribuição ao processo de transformação das comunidades com a participação das mesmas. Uma das linhas de trabalho do Kwenda nesta nova etapa é o avanço gradual e consistente para as capitais de província, onde se inclui a capital da província de Huambo”, disse o governador.
O director geral do FAS – Instituto de Desenvolvimento Local, Belarmino Jelembi, disse que o Kwenda Urbano, também conhecido como Fase 2, representa não apenas a expansão de um programa social, mas a consolidação de uma visão de governação que coloca o cidadão no centro das políticas públicas.
“Ao identificar os bairros mais vulneráveis, o programa fornece informações valiosas para orientar o investimento público em infraestruturas essenciais, contribuindo para a saúde pública, para a segurança ambiental e, de um modo geral, para a melhoria das condições de vida dos nossos concidadãos”, disse.
Segundo o responsável, no município do Huambo estão já cadastrados 2.513 beneficiários provenientes de 78 bairros.
“Para esta fase, considerada piloto, foram cadastradas pessoas com albinismo, pessoas com deficiência, pessoas idosas em situação de dependência física, económica, de risco de exclusão social e ainda de isolamento, pessoas com doenças crónicas ou com cuidados continuados de saúde e ainda crianças e jovens com necessidades especiais”, acrescentou.
Referir que no município do Huambo, sede capital da província estão cadastrados para esta Fase Piloto do kwenda 2, 235 Pessoas com Albinismo e 794 Pessoas com Deficiência, 1202 Idosos em Situação de Dependência Física, Económica, Risco de Exclusão Social e/ou Isolamento, foram cadastradas 1202 pessoas, ainda 177 Pessoas com Doenças Crónicas e/ou em Cuidados Continuados de Saúde, bem como 113 Crianças e Jovens com Necessidades Especiais, totalizando 2513 beneficiários em situação de vulnerabilidade social, que vivem nos centros urbanos.
Além das categorias de vulnerabilidade, a Segunda Fase do KWENDA tem como principais linhas de intervenção o Investimento em Capital Humano, com especial enfoque na Primeira Infância; o Reforço da Resiliência e da Capacidade de Adaptação das Famílias a Choques Climáticos e o Melhoramento das Oportunidades Produtivas das Famílias.

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