Copa do Mundo de 2026: Lionel Messi e até onde a Argentina fez para protegê-lo

Rodrigo de Paul tornou-se, nesta seleção argentina, o que José Manuel Pinto já foi no Barcelona, ​​ou Luis Suarez mais tarde se tornou: o companheiro de equipe com quem Messi se sente instantaneamente em casa.

O vínculo deles foi forjado no dever internacional. Até então, a única ligação do meio-campista com Messi era o pedido de uma foto após o jogo entre Valência e Barcelona, ​​que ele orgulhosamente postou nas redes sociais.

Uma tarde, ele percebeu que Messi saía do treino sozinho, parecendo desanimado. Preocupado, De Paul esperou cerca de 40 minutos antes de bater à sua porta.

“Quer um mate e uma partida de truco?”

Começou uma amizade, com etiqueta própria e rígida. Mate, a bebida, juntos todas as manhãs no quarto de De Paul. Por ordem de chegada, primeiro Leo, depois os demais integrantes do elenco. Se acordarem muito cedo, terão que esperar o momento de chegar ao quarto de De Paul, ninguém pode fugir da rotina.

De Paul às vezes chama Messi de ‘El Pequeno’ (o pequeno), embora ele seja o mais velho da sala.

Ele o provoca, o trata como um cara normal e não como um monumento, porque é isso que Messi realmente deseja na maioria das vezes: ser Leo, não Messi. De Paul o conhece bem o suficiente para saber quando deixá-lo em paz também.

Entrando em campo, Messi lidera, De Paul ao seu lado, o resto do time se espalhando atrás quase em uma cunha – como uma gangue de rua protegendo seu líder.

Para muitos deste grupo, Messi nunca foi simplesmente um companheiro de equipe, ele foi o ídolo de infância na televisão, razão pela qual alguns deles pegaram a bola.

Todo o elenco usa as mesmas chuteiras, as Adidas Adistar Messi. No aniversário dele, em junho, os jogadores vestiram uma camiseta estampada com uma foto sua ao lado de Leo, de algum momento de sua época na seleção.

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