Havia preocupações compreensíveis sobre como seriam as partidas. Os preços dos ingressos em níveis surpreendentes, com os torcedores tendo que viajar centenas ou milhares de quilômetros para assistir à próxima partida, deixaram muitos temendo um ambiente ruim nos jogos, disputados diante de milhares de assentos vazios.
Não foi esse o caso.
A Fifa, fortemente criticada pelos altos preços dos ingressos, afirma que 99,7% dos assentos disponíveis foram ocupados. São mais de 4,4 milhões de pessoas presentes nos jogos da fase de grupos, sendo que esse número é atualmente de 6,2 milhões após as duas primeiras fases a eliminar.
Isso coloca a média de público em pouco mais de 65 mil por partida, atrás apenas de 1994 – realizada nos EUA – que teve pouco menos de 69 mil em cada jogo.
Não foram apenas os torcedores que compareceram, mas também os grandes jogadores.
Nós temos um Corrida da Chuteira de Ouro para sempre com quatro dos melhores jogadores do mundo na disputa. O argentino Lionel Messi tem oito gols, o francês Kylian Mbappe e o norueguês Erling Haaland com sete cada, e o inglês Harry Kane com seis.
É a primeira vez na história de uma Copa do Mundo que três jogadores marcam sete ou mais gols no mesmo torneio.
Com a participação de 48 nações, havia preocupações de confrontos massivamente unilaterais, embora os oprimidos tenham fornecido algumas das melhores histórias.
A ilha caribenha de Curaçao, o país mais pequeno a qualificar-se para um Campeonato do Mundo, respondeu à goleada por 7-1 sobre a Alemanha empatando com o Equador, enquanto a campanha do Qatar incluiu uma derrota por 6-0 para o Canadá, mas também um empate 1-1 com a Suíça, classificada nos quartos-de-final.
Entretanto, Cabo Verde, com Vozinha, de 40 anos, na baliza, produziu uma das maiores histórias de azarões da história dos Campeonatos do Mundo, empatando com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita para chegar aos oitavos-de-final, onde deu um grande susto à campeã Argentina antes de perder por 3-2 no prolongamento.

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