Esta partida tem peso além do futebol.
A França e Marrocos partilham uma história longa e complicada, moldada pelo colonialismo, pela migração e por uma das maiores diásporas marroquinas da Europa.
Muitas das famílias que viajaram para apoiar os Leões Atlas terão vindo da França.
Vários internacionais marroquinos poderiam ter representado a França, mas escolheram o país dos seus pais e avós, uma decisão que tem tanto a ver com a identidade como com o futebol.
Para Shteiwy, isso acrescenta outra camada ao encontro de quinta-feira.
“Há jogadores que jogaram nas seleções jovens da França”, diz ele. “Eles vão agora jogar com sentimentos fortes e vão querer provar que poderiam ter representado os Les Bleus, mas escolheram o país da sua herança.”
Hakimi versus Mbappé – companheiros de clube, amigos íntimos e, por uma noite, rivais – tornou-se o símbolo esportivo dessa história.
Portanto, a questão não é simplesmente se Marrocos pode vencer a França.
A questão é saber se a equipe que chocou o mundo no Catar pode provar que a campanha não foi o auge, mas a base.
No Qatar, Marrocos fez história. Em Boston, eles têm a oportunidade de provar que foi apenas o começo.

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