É fácil compreender porque é que o Egipto se sentiu tão frustrado após a derrota de terça-feira, por 3-2.
Os africanos venciam por 2 a 0 a 11 minutos do final, à beira de sua primeira aparição histórica nas quartas de final.
Mas tudo deu errado quando a Argentina voltou para virar o jogo de cabeça para baixo e marcar o gol da vitória nos acréscimos.
O Egito diz que havia algo mais suspeito em jogo. Eles atribuíram sua saída a “graves erros de arbitragem” e “duplos pesos e duas medidas” do árbitro francês François Letexier e sua equipe.
Os faraós tiveram um gol anulado por intervenção do árbitro assistente de vídeo (VAR).
Eles também afirmam que o vencedor da Argentina deveria ter sido anulado e, em vez disso, um pênalti deveria ser concedido a eles.
O gol brilhante de Mostafa Zico foi anulado depois que Marwan Attia foi penalizado por pisar no pé de Lisandro Martinez no início da jogada.
Foi polêmico, mas eles estavam vencendo por 1 a 0 e marcaram o segundo gol nove minutos depois. Não dá para provar que o jogo teria tomado um rumo diferente se o gol de Zico tivesse permanecido.
O Egito acreditava que havia dois possíveis pedidos de pênalti a seu favor, antes de Enzo Fernandez cabecear para o gol decisivo.
Hamdi Fathy foi ao chão alegando que foi detido por Alexis Mac Allister, o que não ficou claro nos replays, enquanto Mohamed Salah sentiu que foi derrubado por Julian Alvarez.
Houve algumas semelhanças entre as situações de Martinez e Salah, com contato pé a pé, mas não o suficiente para constituir pênalti.
O Egito teria mais chances de anular o gol se Salah estivesse fora da área. O VAR estaria apenas julgando uma falta – como foi o caso de Martinez – e não um pênalti.
Controverso? Absolutamente. Mas dificilmente é prova de uma conspiração a favor de Messi.

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