Como a corrida de Alex Eala em Wimbledon fez com que os filipinos se apaixonassem pelo tênis

Perseguindo seu sonho de se tornar campeã mundial de tênis, a atleta adolescente Maristella Torrecampo e seu pai pegaram um cansativo ônibus de 13 horas de sua pacata cidade natal, na encosta de uma colina, para sua última partida em Manila.

A mãe e os quatro irmãos da menina de 14 anos não puderam assistir sua peça; seu orçamento financiado coletivamente era suficiente apenas para duas passagens de ônibus de ida e volta e refeições para alguns dias.

Mal descansada da longa jornada e apenas com o pai torcendo por ela, Torrecampo esmagou seu oponente de Omã em dois sets por 6-1 e 6-1 naquela tarde sufocante de terça-feira no Estádio Rizal, mantendo vivo seu sonho de seguir os passos de Alexandra Eala, a mais nova estrela do esporte do país.

Torrecampo competiu em Manila em julho, enquanto as Filipinas celebravam a histórica corrida de Eala em Wimbledon – que Torrecampo e toda a nação acompanharam em streaming e nas redes sociais.

Eala, de 21 anos, foi o mais longe que qualquer filipina já havia chegado em um evento de Grand Slam, chegando à quarta rodada e eliminando a atual campeã Iga Swiatek, da Polônia, ao longo do caminho.

Desde seu desempenho nas semifinais do Miami Open no ano passado, Eala reacendeu o interesse pelo tênis nas Filipinas, um país obcecado pelos três B’s – basquete, boxe e rainhas da beleza.

Para jovens tenistas como Torrecampo, Eala é uma inspiração.

“Assim como Ate Alex, quero vencer em Wimbledon, WTA e em vários torneios ao redor do mundo”, disse Torrecampo, referindo-se a Eala com a palavra filipina para irmã mais velha.

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