Candidata angolana à liderança da FAO quer aproximar decisões das regiões mais vulneráveis – Correio da Kianda

A embaixadora angolana Josefa Sacko, candidata ao cargo de directora-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), defende uma maior aproximação das decisões da organização às regiões mais afectadas pela fome e pela insegurança alimentar.

A proposta de descentralização da FAO, apresentada pela candidata angolana, visa tornar a instituição mais próxima das realidades locais e permitir respostas mais rápidas e eficazes aos desafios enfrentados pelos países do Sul Global.

Para Josefa Sacko, as políticas globais de alimentação e agricultura devem considerar as especificidades de cada região, sobretudo das comunidades que enfrentam maiores dificuldades no acesso aos alimentos, na produção agrícola e na adaptação às alterações climáticas.

A candidata entende que uma FAO mais descentralizada poderá fortalecer a cooperação regional, melhorar a implementação de programas e garantir que os recursos e conhecimentos técnicos cheguem com maior eficácia aos países e comunidades vulneráveis.

O combate à fome, segundo Josefa Sacko, exige uma abordagem integrada, que combine investimento na agricultura sustentável, inovação, valorização dos pequenos produtores e criação de sistemas alimentares mais resistentes aos impactos das crises económicas e ambientais.

Com experiência internacional no sector agrícola, a embaixadora angolana apresenta a sua candidatura com o compromisso de contribuir para uma FAO mais inclusiva, eficiente e alinhada com as necessidades dos países em desenvolvimento.

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