A ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher Ana Paula do Sacramento Neto disse na manhã desta quinta-feira, 09, que as mulheres africanas desempenharam ao longo da história, um papel determinante na mediação de conflitos, na reconstrução das comunidades, na educação das novas gerações e na dinamização das economias locais, apesar deste contributo nem sempre ter recebido o devido reconhecimento.
A governante que falava durante a abertura do IIº Fórum Internacional da Mulher para a Paz e Democracia, que decorre em Luanda, considerou que valorizar a liderança das mulheres representa um acto de justiça, na medida em que promover a sua participação constitui um imperativo democrático.
Ana Paula do Sacramento Neto disse que a liderança das mulheres deixou de ser uma inspiração, para a se afirmar como uma necessidade estratégica.
E à margem do evento, o secretário de Estado para Comunicação Social, Nuno Caldas Albino destacou a representação das mulheres nos órgãos de governação e a nível dos partidos políticos, como sinal de promoção da igualdade de género e protecção das mulheres.
As participantes das discussões do certame defenderam, uma maior inclusão das mulheres nos processos de decisão política, económica e social. Durante o encontro, as vozes femininas reivindicaram mais espaço e abertura nas instituições, mas reconheceram igualmente a necessidade de as próprias mulheres estarem preparadas para assumir os desafios que esses cargos exigem.
A conquista de mais lugares nas instituições públicas e privadas também está entre as principais preocupações das participantes.

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