A economia chinesa registou uma desaceleração no segundo trimestre de 2026, com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) a atingir o ritmo mais baixo dos últimos três anos e meio, aumentando a pressão sobre Pequim para adoptar novas medidas de estímulo económico.
O abrandamento reflecte os desafios estruturais que continuam a afectar a segunda maior economia do mundo, incluindo a fraca procura interna, dificuldades no sector imobiliário, menor dinamismo do consumo e desequilíbrios que limitam a capacidade de recuperação.
Apesar de a China continuar a apresentar crescimento económico, os dados mais recentes indicam uma perda de velocidade face aos períodos anteriores, levantando preocupações sobre a sustentabilidade do actual modelo baseado em investimento, produção industrial e exportações.
Analistas defendem que as autoridades chinesas enfrentam agora o desafio de encontrar um equilíbrio entre apoiar a actividade económica e evitar o aumento de riscos financeiros associados ao endividamento e à capacidade excessiva de produção em alguns sectores.
O Governo chinês tem recorrido a medidas de apoio económico, incluindo incentivos ao consumo, investimentos em infra-estruturas e políticas de apoio a sectores estratégicos, mas especialistas consideram que os problemas estruturais exigem reformas mais profundas.
A evolução da economia chinesa é acompanhada com atenção pelos mercados internacionais, devido ao peso da China no comércio global e ao impacto que uma desaceleração prolongada pode ter no crescimento mundial.