Uma cidadã de 37 anos de idade, residente em Portugal e mãe de quatro filhos, encontra-se internada em estado crítico numa unidade hospitalar de Luanda, após ter sido submetida a um procedimento estético de lipoaspiração realizado, alegadamente, por uma esteticista sem habilitação para efectuar este tipo de intervenção.
Segundo familiares, a cidadã deslocou-se a Angola depois de ter tido contacto com uma publicidade nas redes sociais sobre procedimentos estéticos. A intervenção teria sido realizada num SPA que, de acordo com o Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), não possuía autorização para efectuar cirurgias estéticas.
A irmã da paciente afirmou que a responsável pelo procedimento não é médica cirurgiã e não teria formação adequada para realizar a intervenção.
“A esteticista não é cirurgiã, ela não tem competência para exercer as actividades que estava a desenvolver. Normalmente este processo tem que ser desenvolvido por alguém que tem realmente uma formação para tal”, afirmou.
A familiar relatou ainda que a cidadã apresentou complicações durante o procedimento e foi encaminhada para uma unidade hospitalar pela própria esteticista, acompanhada pelo esposo, tendo chegado em estado considerado grave.
O DIIP confirmou a detenção da suspeita e o encerramento do estabelecimento onde ocorreu o procedimento. Segundo o porta-voz da instituição, Quintino Ferreira, a investigação foi desencadeada após uma participação feita pelos familiares da paciente.
“A cidadã recorreu a uma clínica para fazer um procedimento estético e infelizmente a acção correu mal. Foi levada ao hospital onde continua a receber tratamento especializado porque encontra-se em estado muito crítico”, explicou.
O responsável informou igualmente que a suspeita tentou sair do país, mas foi impedida pelas autoridades após a activação de mecanismos de controlo nas fronteiras terrestres e aeroportuárias.
A investigada já tinha realizado o check-in para uma viagem ao exterior, mas acabou detida na cidade de Luanda, segundo o DIIP.
O caso está sob investigação para apurar as circunstâncias da intervenção estética e eventuais responsabilidades criminais. Enquanto isso, a paciente permanece sob cuidados médicos especializados.

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