A Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana (ERCA) defendeu esta quarta-feira, 8, no Lubango, província da Huíla, que a ética, o rigor e a imparcialidade devem continuar a ser os principais pilares do exercício do jornalismo, como forma de travar a propagação da desinformação e do discurso de ódio nos meios de comunicação social e nas plataformas digitais.
A posição foi manifestada pelo vice-presidente do Conselho Directivo da ERCA, Paulo Mateta, na abertura da palestra sobre “Integridade da Informação e o Discurso de Ódio na Mídia Tradicional e nas Redes Sociais”, promovida na Mediateca do Lubango, no âmbito da campanha nacional de literacia mediática, sob o lema “A Educação Mediática em torno da Integridade da Informação”.
Na ocasião, Paulo Mateta sublinhou a importância de capacitar jornalistas, estudantes e cidadãos para o consumo e a produção responsável de conteúdos, defendendo que a credibilidade da informação depende do cumprimento dos princípios deontológicos da profissão, do respeito pelo interesse público e da verificação rigorosa dos factos.
Durante a sessão, o formador Sebastião José esclareceu as diferenças entre notícia, desinformação e fake news, alertando que a divulgação deliberada de conteúdos falsos e a proliferação do discurso de ódio representam uma ameaça à coesão social, ao debate público e à confiança dos cidadãos na informação.
A iniciativa integra a campanha nacional de literacia mediática da ERCA, que tem como objectivo promover uma cultura de responsabilidade na produção e no consumo de conteúdos informativos, sensibilizando a sociedade para a necessidade de combater a desinformação e fortalecer a integridade da informação.

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